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Dúvidas frequentes

A alopecia androgenética – ou a calvície, termo mais conhecido, tem variadas causas. E são muitas as dúvidas que cercam o tema. É preciso dizer, antes de mais nada, que os tratamentos levam em conta caso a caso. Remédios ou transplante de cabelos – ou ambos – serão escolhidos depois da consulta e dos exames.

Outro detalhe importante: o transplante não é indicado apenas para quem enfrenta a queda de cabelos. O procedimento é o caminho também para pessoas que sofreram queimaduras e têm cicatrizes no couro cabeludo, adquiridas de diferentes formas, como em acidentes, por exemplo.

Os cabelos merecem o carinho e a priorização por parte dos pacientes. Mesmo depois do tratamento, a visita periódica ao especialista é imprescindível. Isso vai garantir que o bom resultado e a saúde dos cabelos permaneçam no máximo de tempo possível.



DÚVIDAS

 

1. O transplante pode ser feito com a doação de outra pessoa?

Não. O transplante de cabelos, necessariamente, é feito com a otimização das unidades foliculares da própria pessoa. Não é possível utilizar unidades foliculares de outro doador

2. Quem pode fazer a cirurgia capilar?

O transplante é indicado para homens e mulheres em idade adulta que apresentam perda de cabelos, causada pela alopecia androgenética, por alopécias inflamatórias, cicatrizes pós-cirúrgicas e queimaduras, por exemplo. É importante ressaltar a necessidade da avaliação médica a área doadora do paciente para que possamos estimar a quantidade de unidades foliculares que podem ser obtidas de forma a garantirmos uma efetiva melhora na densidade capilar.

3. Depois de feito o transplante, como deve ser o tratamento? Quais os cuidados?

Após o transplante, deve-se respeitar um repouso relativo, evitando-se atividades físicas mais intensas por um período em torno de 15 dias. Além disso, devem ser feitos retornos periódicos para o acompanhamento do pós-operatório e a orientação quanto a tratamentos complementares para a manutenção da saúde dos cabelos.

4. Além do couro cabeludo, outras regiões do corpo podem se submeter à cirurgia?

Sim. Além do couro cabeludo, é possível fazer o transplante na região da barba, nos homens que apresentam algum tipo de perda de fios nesta região. As mulheres que tem perda de fios na região pubiana podem se submeter ao procedimento, assim como na região da sobrancelha.

5. Como é feito o transplante de cabelo?

São três os passos principais.

1 - Remoção da área doadora. Normalmente na região da nuca, onde o fenômeno da calvície não se manifesta e podemos obter raízes resistentes a este processo e que continuarão crescendo mesmo quando colocadas nas regiões calvas.

2 - Preparo da unidades foliculares. Quer seja a partir de uma faixa de couro cabeludo (técnica FUT), quer seja pela obtenção individual das unidades foliculares (técnica FUE) sendo que, em ambas as técnicas, utiliza-se instrumental específico para o preparo e refinamento das unidades foliculares.

3 - Colocação das unidades foliculares – quando prontas, é feita a colocação das UF (unidades foliculares) conforme planejamento prévio feito antes da cirurgia e em conjunto com o cliente.

6. Qual o tipo de anestesia usado?

A anestesia pode ser local ou sedação

7. E os resultados? São naturais?

Sim. Com a utilização dos de Unidades Foliculares preparadas com microscópios, é possível obter resultados absolutamente naturais. Mas é importante ressaltar que o paciente deve fazer visitas regulares ao especialista. Como qualquer outra especialidade médica, é imprescindível que o médico faça o acompanhamento para assegurar que tudo está bem. Todo procedimento demanda análise periódica. O acompanhamento é contínuo.

8. Quantas sessões são necessárias?

Depende de cada caso. São levados em conta a idade do paciente, a área a ser coberta, a densidade da área doadora. Se a área a ser trabalhada não for muito extensa, normalmente uma sessão será suficiente. Caso contrário, poderão ser necessárias duas ou mais sessões, dependendo da densidade da área doadora.

9. A cirurgia capilar substitui os tratamentos clínicos?

É fundamental entender que o tratamento clínico e a cirurgia se complementam. Desta forma, mesmo realizando o transplante, é preciso manter o tratamento clínico para se otimizar os resultados.

10. O paciente sente dor após o transplante?

A dor é mínima e controlada nos primeiros dias com analgésicos indicados pelo médico.

11. Perda de cabelo é calvície?

As pessoas confundem e imaginam qualquer queda de cabelo é calvície. Na verdade, a calvície tem o nome científico de alopecia androgenética. Este é o tipo mais comum de queda de cabelo. Quando falamos em calvície, ao contrário do que muitos opinam, não significa uma perda total dos cabelos. A rigor, temos graus diferentes de calvície. Uma perda muito leve já é considerada um tipo de calvície. Perda leve, é de grau um. E Calvície é o tipo mais comum de queda de cabelo - mas não é o único. Vários outros fatores e tipos levam à queda de cabelos. A calvície, porém, é a mais frequente.

12. Por que alguns têm calvície e outros não?

A calvície está dentro de um espectro. Vai desde quadro leve até intenso. Todos nós temos, ao longo da vida, uma queda de cabelos, por menor que seja. Podemos dizer que todos têm um grau de calvície. A intensidade dessa queda vai depender de fatores genéticos individuais. Ou seja, os antecedentes familiares são importantes. Mas se um homem é careca, não quer dizer que o filho e o neto também serão. Pode acontecer - mas não é obrigatório. Pode acontecer de o pai ter mais cabelo do que o filho ou ao contrário. A questão primária é o código genético individual.

13. Por que os homens parecem ser as maiores “vítimas” da calvície?

Existe uma interferência do hormônio masculino, que é a testosterona. A mulher também produz, mas numa quantidade inferior em relação ao homem. A testosterona, por meio de um processo metabólico, de reações químicas, interfere e leva ao enfraquecimento mais intenso das raízes dos cabelos. As mulheres também têm calvície – e muitas vezes quadros importantes.

14. A queda de cabelos aumentou entre as mulheres está crescendo ou elas estão procurando mais ajuda?

As duas coisas. A calvície feminina sempre existiu. Mas a procura era menor, por conta dos recursos mais escassos. Porém, fatores ambientais, como estresse, alteração da alimentação, tratamentos químicos muito intensos, comuns entre as mulheres, podem interferir numa acentuação da calvície que as mulheres apresentam.

15. A tintura de cabelo interfere?

Entre os tratamentos químicos, o que mais pode intensificar a queda de cabelo são os alisamentos. Escovas progressivas e os produtos utilizados para este fim podem não ser a causa primária, mas funcionam como uma espécie de gatilho para que a queda de cabelo apareça precocemente. Até adolescentes, de 16 ou 17 anos, podem apresentar uma queda de cabelos importante.

Por conta disso o couro cabeludo pode apresentar várias doenças. Tratamentos químicos em excesso podem não causar uma queda de cabelo ou acentuá-la, mas podem alterar a qualidade do fio de cabelo, que ficará mais fino, quebradiço. É preciso ter cautelana busca desenfreada por tratamentos agressivos.

16. Usar capacete leva a calvície?

Este é um dos principais mitos – as pessoas imaginam que o uso do boné ou do capacete leva à calvície. Na verdade o que pode acontecer é a acentuação da oleosidade e da escamação no couro cabeludo. Isso não é saudável – mas não provoca queda de cabelo.

17. Os remédios são eficazes para combater a queda de cabelo? São muitos os shampoos e remédios à disposição nas farmácias, vendidos sem prescrição médica. É bom comprar? Como escolher?

Os problemas dos cabelos são dermatológicos – médicos. As pessoas não devem recorrer à automedicação, ou tratamentos que amigos fazem e repetir. Existem vitaminas que podem ser úteis no tratamento. Mas depende de cada caso. O tratamento não é receita de bolo que todos podem copiar. Se um determinado remédio deu resultado para uma pessoa não significa que isso vai acontecer com outra. Remédios não devem ser comprados sem recomendação médica

18. Quais são as contra indicações dos remédios que agem contra a queda de cabelo masculina?

Como em qualquer área, medicamentos devem ser prescritos sob orientação e acompanhamento médicos. Muito se fala sobre os efeitos colaterais de medicamentos utilizados para o tratamento da calvície. O que indicamos é que as pessoas recorram a profissionais especializados que poderão fornecer toda a orientação e avaliar os benefícios ou não de cada tratamento.

Ressaltamos que ainda não existe um tratamento que seja 100% eficaz em todos os casos. Existem comprimidos, loções, novas técnicas que indicam a infiltração do medicamento no couro cabeludo e instrumentos específicos para isso. Há maneiras de administrar medicamentos e princípios ativos de forma segura e controlada. Eles podem ser úteis em vários estágios do tratamento e estimular raízes que estejam enfraquecidas. A partir do momento em que determinada quantidade de folículos atrofiou, é como se tivessem morrido. Não existe tratamento clínico que reverta atrofia.

Com relação a perspectivas, muitos estudos têm sido conduzidos com novos medicamentos, fatores de crescimento e a utilização de células-tronco para regenerar as raízes, o que, espera-se, tragam resultados ainda mais satisfatórios no tratamento.

19. Lavar os cabelos todos os dias contribui para a perda de cabelos?

Não. O que ocorre, na hora do banho, é que fios de cabelos que já estão soltos e vão cair de qualquer forma são visualizados na hora do banho e isto faz com que as pessoas imaginem que esta queda seja em razão do banho. Assim, não há problema de lavar os cabelos com frequência, pois a lavagem não provoca a queda dos cabelos.